Revolução vs. Reforma
Nota: este tópico faz parte do texto Uma introdução ao pensamento e pratica anarquista anti-civilização, Green Anarchy Collective
Como anarquistas, somos fundamentalmente contra governos, da mesma forma, contra qualquer espécie de colaboração ou mediação com o estado (ou qualquer instituição de hierarquia e controle). Esta posição determina uma certa continuidade ou direcionamento de estratégia, que historicamente conhecemos como revolução. Este termo, quando mal entendido, diluído e agregado por várias ideologias e agendas, ainda tem significado para os anarquistas e para as atividades práticas não-ideológicas. Por revolução, entendemos como a luta constante para mudar a paisagem social e política de um modo fundamental; para os anarquistas significa seu completo desmantelamento. A palavra "revolução" é dependente da posição da qual é direcionada, bem como a atividade "revolucionária". Novamente, para os anarquistas, isso é atividade que é direcionada para a completa dissolução do poder. A reforma, por outro lado, permite qualquer atividade ou estratégia direcionada ao ajustamento, a alteração, ou seletividade, mantendo os elementos do atual sistema, tipicamente usando os métodos e aparatos dele. As metas e métodos da revolução não podem ser ditadas nem realizadas nos contextos do sistema. Para os anarquistas, a revolução e a reforma invocam métodos e direções incompatíveis, e apesar de certas aproximações anarco-liberais, não existe continuidade. Para os anarquistas anti-civilização, as questões de atividade revolucionária desafiam e trabalham para desmantelar todo o cenário ou paradigma da civilização. A Revolução é também não um evento singular ou remoto que construímos ou preparamos para as pessoas, pelo contrário, é um estilo de vida ou prática de abordar situações.
Tradução: Coletivo Ervadaninha - iniciativa anarquista-verde